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Propostas em tramitação podem ampliar contribuição, reabrir adesão e flexibilizar regras do Plano CV I

Propostas em tramitação podem ampliar contribuição, reabrir adesão e flexibilizar regras do Plano CV I
29/09/2026
Propostas em tramitação podem ampliar contribuição, reabrir adesão e flexibilizar regras do Plano CV I
29/09/2026
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Propostas em tramitação podem ampliar contribuição, reabrir adesão e flexibilizar regras do Plano CV I
29/9/2026

Mais espaço para formar reserva, novas possibilidades de adesão e regras mais flexíveis na fase de recebimento dos benefícios. O Plano CV I tem um conjunto de propostas de alteração regulamentar em análise, com medidas voltadas à atualização do Plano e à sua adequação ao cenário atual da previdência complementar.


O pacote contempla ajustes para atendimento a apontamentos da Previc e oito propostas de modernização, pensadas para tornar o Plano mais flexível, eficiente e alinhado a práticas observadas no mercado previdenciário.


Duas dessas propostas ganharam destaque no segundo episódio do CapefCast, em uma conversa que reuniu representantes da Capef e do Banco do Nordeste. E é importante deixar claro desde o início: as mudanças ainda não estão vigentes e dependem da conclusão do processo de aprovação.


Assista:
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De 7,5% para até 8,5%


Uma das propostas é elevar de 7,5% para 8,5% do salário de contribuição o limite máximo da contribuição normal ao Plano CV I.


A mudança seria opcional. O Participante poderia continuar contribuindo com o percentual escolhido dentro das regras do Plano ou, caso desejasse fortalecer sua reserva previdenciária, passar a contribuir até o novo teto, com a correspondente contribuição do Patrocinador.


Durante o CapefCast, o Diretor de Previdência da Capef, Henrique Tinoco, chamou atenção justamente para essa possibilidade de ampliar a formação da reserva.

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“Significa que o Participante não tem que pagar 8,5%, mas passa a ter a possibilidade de contribuir até 8,5%. Essa ferramenta vai poder aumentar um pouco a capacidade de geração adicional de recursos na sua poupança, sempre acompanhada pelo Patrocinador".

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O Atuário da empresa contratada pela Capef, Sérgio Cardoso, traduziu o efeito do ponto percentual adicional de outra maneira durante a conversa: considerando a contribuição ao longo do ano, a elevação do teto corresponderia, aproximadamente, ao efeito de uma contribuição extra.

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“É como se nós tivéssemos uma 14ª contribuição. Na verdade, um pouquinho mais do que isso".

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Uma nova oportunidade para quem perdeu o prazo de adesão


Outra proposta discutida no programa interessa especialmente a empregados do Banco do Nordeste que eram vinculados ao Plano BD e não ingressaram no CV I dentro do prazo previsto no regulamento.


Hoje, a inscrição para esse público é permitida em até 120 dias após o encerramento das contribuições ao Plano BD. A proposta elimina esse limite, permitindo a adesão ao CV I posteriormente e trazendo ainda a possibilidade de recolhimento retroativo de contribuições por até 36 meses.


Segundo os estudos realizados, a mudança tem potencial de alcançar até 376 empregados atualmente impedidos de aderir ao Plano por terem perdido o prazo regulamentar.


No CapefCast, Sérgio explicou a lógica:

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“A ideia é tirar esse limite. Então, todos os Participantes do Plano BD que perderam esse prazo poderiam fazer a adesão a qualquer momento. Além disso, incorporamos a possibilidade de fazer uma contribuição retroativa de até 36 meses".

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Em que fase estão as propostas?


Alterar o regulamento de um plano previdenciário exige uma série de análises e aprovações.


Durante o episódio, Bibiana Colares, Superintendente de Desenvolvimento Humano do Banco do Nordeste, explicou que as propostas já foram objeto de estudos de impacto atuarial e financeiro, análise jurídica e discussões em instâncias internas do Banco. Também foram realizadas consultas e apresentações prévias relacionadas ao processo de aprovação.

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“Fizemos todo o impacto, o estudo atuarial, o impacto financeiro, consultamos também a área jurídica do Banco, levamos o assunto para a Diretoria Executiva e para os comitês. Fizemos também apresentações no Governo, explicando os benefícios da proposta. Ficou tudo muito bem encaminhado”.

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No fluxo explicado no podcast, uma alteração dessa natureza passa por diferentes instâncias de análise no Banco do Nordeste e, posteriormente, por órgãos do Governo Federal e pela Previc antes da aprovação definitiva.


A tramitação, porém, encontra-se temporariamente condicionada às restrições do período eleitoral aplicáveis a propostas que possam gerar benefício financeiro aos empregados.

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“A gente aguarda o final do defeso para poder tramitar essas e outras propostas do Banco do Nordeste para o Governo Federal”, explicou Bibiana.

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A expectativa apresentada no episódio é de retomada da tramitação a partir de janeiro de 2027.


Por isso, ainda não há mudança nas regras atuais do Plano CV I. A Capef continuará informando os Participantes à medida que houver novos avanços no processo.


E quais são as outras propostas?


O aumento do teto de contribuição e a reabertura da adesão foram os dois pontos aprofundados no CapefCast, mas o pacote de modernização é mais amplo. Além deles, estão previstas outras seis propostas:


👉🏼 Contribuir por mais tempo: substituir o atual limite de 420 contribuições mensais pela possibilidade de continuar contribuindo até o desligamento do Patrocinador ou até os 75 anos, o que ocorrer primeiro. A ideia é ampliar o período disponível para formação da reserva.


👉🏼 Mais liberdade para definir a contribuição: excluir a atual meta previdencial utilizada na definição da taxa individual, permitindo ao Participante definir sua taxa no ingresso e nas revisões anuais, dentro das regras do Plano.


👉🏼 Simplificar a elegibilidade à aposentadoria programada: estabelecer diretamente a exigência de 60 contribuições e idade mínima de 50 anos. Hoje, a regra prevê 120 contribuições, mas permite antecipação de 60, o que já resulta, na prática, nesse período mínimo.


👉🏼 Escolher o percentual da renda vitalícia: permitir, na concessão da aposentadoria programada, a opção por uma renda vitalícia e pensão entre 70% e 100% dos valores de referência, com reflexos na distribuição dos recursos entre as fases de renda certa e vitalícia.


👉🏼 Adequar a duração da fase "Renda Certa" à idade: estabelecer 85 anos como limite para o encerramento da fase de Renda Certa, reduzindo sua duração para quem se aposentar após os 63 anos.


👉🏼 Reajustar a renda vitalícia pelo IPCA: substituir a sistemática atual pelo reajuste anual com base na variação integral do IPCA do ano anterior, buscando preservar o poder de compra dos Assistidos nessa fase do benefício.


O conjunto alcança diferentes momentos da trajetória previdenciária, desde a contribuição e a formação da reserva até a concessão e o recebimento do benefício.

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