22/4/2026
Com 106% do CDI, Plano Família supera média dos PGBLs (77%) e se consolida como alternativa de investimento, não apenas previdenciária
Por Sérgio Clark, Diretor de Administração e Investimentos da Capef
Nos últimos anos, a previdência privada, especialmente a aberta, passou a ser questionada por parte do mercado, principalmente em função de produtos com taxas elevadas e desempenho abaixo de referências básicas, como o CDI.
Esse cenário acaba gerando uma percepção generalizada, que nem sempre reflete a realidade de todos os modelos de previdência.
Eu acompanho de perto esse movimento. E, em parte, ele faz sentido. De fato, existem produtos no mercado que não entregam o que prometem, seja por custos elevados, seja por gestão pouco eficiente.
Contudo, nem toda previdência é igual. E os números do Plano Família ajudam a mostrar isso de forma bastante clara.
Para exemplificar, fizemos um comparativo de desempenho entre: o Plano Família, o CDI, a mediana dos planos PGBL de mercado, a mediana dos planos de Contribuição Definida acompanhados pela Aditus e a inflação, considerando o período entre janeiro de 2024, início da Política de Investimentos do plano, e março de 2026.
Os gráficos a seguir mostram esse comportamento ao longo do tempo.
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O que os números mostram
No período analisado, o Plano Família acumulou uma rentabilidade de 32,90%. Isso representa aproximadamente 106% do CDI.
No mesmo intervalo, os planos PGBL de mercado (geridos por entidades abertas) entregaram, na média, 23,85%, algo próximo de 77% do CDI.
Ou seja, não estamos falando de uma pequena diferença. Estamos falando de um desempenho cerca de 38% superior em relação à média desses produtos.
Quando fazemos o comparativo com os planos geridos por entidades fechadas, também estamos com melhor performance.
A mediana dos planos de Contribuição Definida assessorados pela Aditus foi de 27,19%, equivalente a 87,5% do CDI.
Além disso, o Plano Família superou o seu próprio índice de referência, que é de 105% do CDI.
Outro ponto importante: a inflação acumulada no período, medida pelo IPCA, foi de 11,39%. Isso significa que o Plano Família não apenas preservou o poder de compra, mas gerou ganho real relevante para o Participante.
Mais do que previdência
O ponto central aqui é simples: o Plano Família não deve ser analisado apenas como um produto previdenciário. Na prática, ele se comporta como uma alternativa de investimento.
Quando um plano consegue entregar desempenho acima do CDI, acima do seu próprio índice de referência e acima da média de produtos comparáveis no mercado, ele naturalmente passa a disputar espaço com outras opções de alocação de recursos.
E isso não fica apenas no conceito. Na prática, isso pode ser entendido de forma bem simples.
Imagine que você tem R$ 10 mil para investir e está avaliando onde aplicar esse dinheiro.
Diante de um cenário em que o Plano Família vem entregando rentabilidade consistente, com custos mais baixos e desempenho acima de referências como o CDI, direcionar esse valor para um aporte extra no plano passa a ser uma estratégia bastante inteligente, especialmente pela flexibilidade que ele oferece.
Isso porque, no caso dos aportes extras, os valores podem ser resgatados a qualquer momento, conforme as regras previstas, o que permite usar o plano não apenas com foco no longo prazo, mas também como uma alternativa eficiente para alocação de recursos.
Além disso, há o benefício fiscal: as contribuições podem ser deduzidas em até 12% da renda tributável no Imposto de Renda, o que torna essa decisão ainda mais vantajosa.
Uma leitura mais equilibrada
Deu para entender por que não faz sentido colocar todos os produtos de previdência no mesmo pote?
As críticas existem e, em muitos casos, fazem sentido quando direcionadas a produtos específicos. Mas, quando falamos de um plano gerido por uma Entidade sólida, sem fins lucrativos e com foco no resultado para o Participante, a realidade é outra.
Os números mostram que o Plano Família não apenas cumpre o papel previdenciário, como também se posiciona de forma competitiva frente a diversos produtos de investimento disponíveis no mercado.
E aqui existe um ponto que merece atenção.
Poucas pessoas no Brasil têm acesso a um produto com esse nível de custo, estrutura e desempenho. No caso da Capef, o Plano Família está disponível para um público específico, com possibilidade de inclusão de familiares.
Diante disso, ter acesso a uma solução como essa e não considerá-la dentro do planejamento financeiro - seja para adesão ou para inclusão da família - é uma decisão que merece, no mínimo, uma reflexão mais cuidadosa.
Se você ainda tem dúvidas sobre como o Plano Família pode se encaixar na sua estratégia, vale a pena buscar orientação e entender melhor as possibilidades.

