13/10/2026
“Quanto vou precisar receber quando me aposentar?”
Para muita gente, a resposta ainda é uma estimativa vaga. Uma pesquisa nacional mostra que 58% dos entrevistados têm apenas uma noção aproximada desse valor. Outros 14% nem sabem estimar quanto precisarão por mês.
A dúvida aparece junto com uma preocupação ampla: 92% dos brasileiros ouvidos acreditam que o benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) não será suficiente para garantir estabilidade financeira na aposentadoria.
Mas saber que existe um desafio não significa já ter começado a enfrentá-lo. Segundo o levantamento, 62% não têm um plano de previdência privada. Além disso, entre os 95% que dizem não ter recursos suficientes para se aposentar, 49% afirmam que ainda não começaram a se planejar ou estão no início desse processo.
Os números revelam um ponto importante: planejar o futuro pode parecer difícil quando o objetivo é abstrato. “Guardar mais” ou “ter uma aposentadoria tranquila” são intenções, mas não dizem quanto acumular, em quanto tempo ou que contribuição cabe no orçamento.
“Quando a aposentadoria ainda parece distante, é comum que outras despesas e prioridades ocupem todo o espaço do orçamento. Uma forma de começar é escolher um objetivo e testar cenários, sem esperar encontrar de imediato o valor perfeito”, sugere Raquel Ribeiro, gerente de Desenvolvimento Institucional da Capef.
Da preocupação a um cenário possível
O planejamento fica mais prático quando começa por perguntas específicas: qual renda mensal você gostaria de ter? Quanto pretende acumular? Quanto tempo tem pela frente? Como o resultado muda com uma contribuição mensal ou um aporte extra?
Simulações ajudam a organizar essas respostas. Elas não garantem um benefício ou uma rentabilidade futura, mas permitem visualizar cenários e avaliar escolhas com mais informação. Uma contribuição ajustada hoje, por exemplo, pode ser comparada com diferentes prazos ou aportes para entender como cada variável interfere na projeção.
Na Capef, os Participantes têm ferramentas voltadas a diferentes momentos e objetivos. O Simulador de Sonhos do Plano Família, lançado em agosto, permite iniciar a simulação pelo projeto que a pessoa deseja realizar. É possível planejar aposentadoria, independência financeira, estudos, compra da casa própria, viagens e outros objetivos, para si ou para um familiar.
A ferramenta apresenta possibilidades de contribuição, evolução da reserva, benefício estimado, prazo de acumulação e efeito de aportes adicionais. Também permite conhecer as coberturas do plano em situações de morte ou invalidez.
“Em vez de partir apenas da pergunta ‘quanto posso guardar?’, a pessoa pode começar pelo objetivo e descobrir quais cenários podem ajudá-lo a chegar mais perto dele”, comenta a gestora.

Para quem já participa do Plano CV I
O Simulador de Aposentadoria do Plano CV I também permite planejar a partir de um objetivo: a renda previdenciária que o Participante Ativo deseja alcançar.
Na área restrita, é possível comparar cenários, avaliar o efeito de aportes mensais ou únicos e verificar como o saque de parte da reserva na aposentadoria pode alterar a projeção. Os resultados são atualizados conforme os dados são ajustados.
Esse acompanhamento pode ser feito ao longo da trajetória no plano, não apenas quando a aposentadoria estiver próxima. Se a renda projetada estiver abaixo do objetivo, o Participante pode avaliar alternativas, como rever a contribuição ou realizar aportes facultativos, conforme as regras do CV I.
“No CV I, vale observar também como a projeção muda com e sem aportes extras. Essa comparação ajuda o Participante a entender o efeito de cada alternativa antes de decidir se quer alterar sua estratégia”, explica Raquel.
ACESSAR SIMULADOR DO PLANO CV I

Planejamento também é acompanhar e revisar
Uma simulação não encerra o planejamento. Renda, despesas, objetivos e tempo até a aposentadoria podem mudar. Por isso, vale revisitar os cenários periodicamente e observar se as escolhas continuam compatíveis com a realidade de cada pessoa.
O levantamento também identificou preocupações concretas com a segurança financeira: 30% temem não ter uma reserva para emergências, 24% receiam que o dinheiro acabe antes do fim da vida e 23% se preocupam em não conseguir cobrir as despesas cotidianas na aposentadoria. Esses receios reforçam a importância de olhar para a renda futura com antecedência e considerar diferentes fontes de recursos.
“Uma mudança de salário, a chegada de um filho ou o fim de uma dívida podem ser bons momentos para refazer a simulação. O cenário não precisa ser atualizado só porque passou um ano, mas também quando a vida financeira muda”, orienta Raquel.
A previdência complementar pode compor essa estratégia junto com o benefício do INSS e outras reservas. O Plano Família atende Participantes dos planos da Capef e seus familiares até o terceiro grau, além de funcionários do BNB, Grupo CAMED e Capef e seus familiares.
Já o Plano CV I é voltado aos funcionários do Banco do Nordeste e reúne, entre suas características, contribuição paritária do Patrocinador, renda vitalícia reversível em pensão e proteções previstas no Regulamento.
Os percentuais citados são respostas de 500 pessoas ouvidas na pesquisa “Conversão em Renda”, realizada pela Icatu Seguros em parceria com a Conversion e divulgada pelo UOL em 13 de outubro de 2026. Eles representam percepções dos entrevistados, não uma projeção oficial sobre os benefícios do INSS.

