24/6/2026
Em trecho do CapefCast, especialista explica por que o Plano BD, o Plano CV I e o Plano Família podem apresentar desempenhos diferentes mesmo diante do mesmo cenário econômico.
Ao acompanhar os resultados dos planos administrados pela Capef, muitos Participantes observam que o Plano BD, o Plano CV I e o Plano Família nem sempre apresentam o mesmo desempenho.
Mas por que isso acontece?
Esse foi um dos temas abordados no primeiro episódio do CapefCast. Durante a conversa, o Gerente de Investimentos da Capef, Marcelo D’Agostino, explicou que cada plano possui características próprias, o que influencia diretamente a forma como os recursos são investidos e os resultados obtidos ao longo do tempo.
Cada plano possui objetivos e características diferentes
Segundo Marcelo, embora a equipe de investimentos trabalhe a partir do mesmo cenário econômico, a estratégia não é replicada de forma idêntica para todos os planos.
Cada plano possui características próprias, necessidades específicas e diferentes níveis de flexibilidade para assumir riscos, o que influencia diretamente as decisões de investimento:
“Se eu tenho um cenário, eu tenho que montar uma estratégia para os três planos, respeitando a característica de cada plano", menciona.
De acordo com ele, esse processo exige uma calibração constante das estratégias para que os investimentos estejam alinhados aos objetivos e à realidade de cada plano.
O Plano BD possui uma estrutura mais madura
Marcelo explica que o Plano BD possui características bastante específicas. Por ser um plano mais maduro, sua carteira foi construída ao longo de muitos anos e apresenta uma composição diferente dos demais planos administrados pela Capef.
Além disso, o plano possui investimentos em imóveis e uma necessidade maior de liquidez para cumprir seus compromissos, fatores que influenciam diretamente a forma como os recursos são alocados.
“O Plano BD, como é um plano maduro, tem um percentual de alocação muito grande em títulos marcados na curva. A taxa média desses títulos também é diferente porque essa estratégia vem sendo construída há muitos anos", exemplifica.
Segundo ele, essas características ajudam a explicar por que, em determinados períodos, o comportamento do plano pode ser diferente quando comparado aos demais:
“Muitas vezes a gente é questionado sobre por que o plano BD teve um resultado menor que o plano CV. Isso acontece justamente por causa das características da carteira”, afirma.
Marcelo também destaca que o segmento imobiliário influencia o desempenho do plano em alguns momentos, especialmente em cenários de juros elevados e mudanças nas condições de mercado.
O Plano CV I possui maior flexibilidade para determinadas estratégias
Já o Plano CV I apresenta uma dinâmica diferente.
Marcelo explica que o plano pôde aproveitar oportunidades mais recentes do mercado, principalmente após mudanças regulatórias que permitiram novas alocações em títulos públicos marcados na curva.
Além disso, o CV I recebe continuamente novas contribuições dos Participantes e do patrocinador, o que proporciona maior flexibilidade para determinadas estratégias quando comparado ao Plano BD.
“O Plano CV entrou em um momento muito favorável, com taxas mais elevadas. Isso faz diferença quando a gente observa o retorno da carteira", avalia.
Segundo ele, a combinação dessas características ajudou o plano a alcançar posições de destaque quando comparado a outros planos da mesma modalidade existentes no mercado:
“No acumulado até abril, o Plano CV estava em 10º lugar entre 174 planos acompanhados pela consultoria Aditus”.
Marcelo ressalta ainda que o fluxo constante de contribuições permite ao plano ter uma gestão diferente daquela necessária para um plano mais maduro.
O Plano Família está em fase de construção
O Plano Família também possui uma realidade distinta.
Por ser um plano mais jovem e ainda em fase de crescimento patrimonial, sua estratégia de investimentos considera esse momento de evolução da carteira.
Segundo Marcelo, isso permite que o plano tenha mais espaço para determinadas alocações quando comparado aos demais, sempre respeitando a postura conservadora adotada pela Capef:
“O Plano Família está crescendo gradualmente. Ele possui espaço para assumir um pouco mais de risco quando comparado aos outros planos”.
Apesar disso, ele reforça que a Entidade adota uma abordagem cautelosa em relação à exposição a riscos:
“Quando a gente fala em risco, a gente já tem um perfil muito conservador na Capef. Toda vez que pensamos em aumentar alguma posição, fazemos isso gradualmente”, pondera.
O mesmo cenário pode gerar resultados diferentes
Para Marcelo, a principal mensagem para os Participantes é que diferenças de desempenho entre os planos são naturais e refletem justamente as características individuais de cada modalidade.
Embora todos sejam impactados pelo mesmo ambiente econômico, fatores como composição da carteira, perfil de risco, estágio de maturidade do plano e necessidades de liquidez influenciam os resultados observados em cada período:
“Se a gente decide uma estratégia, ela precisa respeitar as características de cada plano. É isso que explica por que, muitas vezes, eles apresentam comportamentos diferentes".
Por isso, ao analisar os resultados mensais ou acumulados, é importante considerar não apenas o retorno obtido, mas também os objetivos e a estrutura de cada plano.
🎙️ Assiste ao episódio completo do CapefCast:

