Previdência é um projeto de longo prazo, mas é construída em decisões muito concretas do presente. Algumas aparecem em grandes debates sobre o futuro do setor; outras, no cuidado diário com custos, processos, investimentos, tecnologia e relacionamento com os Participantes. É essa combinação entre visão de futuro e responsabilidade no presente que atravessa os principais temas desta edição.
Previdência é um projeto de longo prazo, mas é construída em decisões muito concretas do presente. Algumas aparecem em grandes debates sobre o futuro do setor; outras, no cuidado diário com custos, processos, investimentos, tecnologia e relacionamento com os Participantes. É essa combinação entre visão de futuro e responsabilidade no presente que atravessa os principais temas desta edição.
Há resultados que ajudam a mostrar esse caminho. A liderança da Capef em eficiência operacional no seu grupo de comparação da Previc e a maturidade financeira alcançada pelo Plano Família são exemplos de movimentos construídos ao longo do tempo, com disciplina e acompanhamento permanente. Não são pontos de chegada, mas referências importantes de que escolhas consistentes produzem efeitos concretos.
Ao mesmo tempo, seguimos discutindo o que ainda pode evoluir. As propostas de modernização do Plano CV I apontam novas possibilidades para os Participantes e reforçam algo que também esteve muito presente no CapefCast: previdência não deve ser tratada apenas quando a aposentadoria se aproxima. Ela acompanha diferentes momentos da vida e precisa continuar fazendo sentido à medida que as pessoas, o trabalho e a própria sociedade mudam.
Esse olhar para o futuro também estará no centro do nosso 33º Seminário de Investimentos e Benefícios, no dia 5 de novembro, quando vamos reunir representantes do setor, especialistas e gestores para conversar sobre regulação, economia, longevidade e estratégias de investimentos. Será uma oportunidade de acompanhar de perto discussões que ajudam a moldar os próximos passos da previdência complementar e da própria Capef.
Esperamos você conosco nesse encontro, seja presencialmente, ou à distância.
Ministério da Previdência e Abrapp abrem o 33º Seminário de Investimentos e Benefícios da Capef

A previdência complementar passa por um período de mudanças, com discussões regulatórias que podem influenciar a gestão dos planos, a atuação das Entidades e a relação com Participantes e Assistidos nos próximos anos.
É nesse cenário que a Capef realiza, no dia 5 de novembro, o 33º Seminário de Investimentos e Benefícios, reunindo Participantes, representantes do Governo, do sistema de previdência complementar e do mercado financeiro para discutir algumas das principais questões que estarão no radar em 2027. O evento será realizado de forma híbrida, no Auditório Celso Furtado, no Centro Administrativo do Banco do Nordeste, em Fortaleza, com transmissão pelo YouTube.
Confira a programação completa e inscreva-se gratuitamente CLICANDO AQUI.
A previdência complementar passa por um período de mudanças, com discussões regulatórias que podem influenciar a gestão dos planos, a atuação das Entidades e a relação com Participantes e Assistidos nos próximos anos.
É nesse cenário que a Capef realiza, no dia 5 de novembro, o 33º Seminário de Investimentos e Benefícios, reunindo representantes do Governo, do sistema de previdência complementar e do mercado financeiro para discutir algumas das principais questões que estarão no radar em 2027. O evento será realizado de forma híbrida, no Auditório Celso Furtado, no Centro Administrativo do Banco do Nordeste, em Fortaleza, com transmissão pelo YouTube.
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Logo no início da programação, um dos painéis coloca no centro do debate quem participa diretamente das discussões sobre os rumos do setor.
Quem está no centro das mudanças
Com o tema “Previdência Longeva: Regulações para Evoluir”, o primeiro painel reunirá Paulo Roberto S. Pinto, Secretário do Regime Próprio e Complementar do Ministério da Previdência Social, e Devanir Silva, Diretor-Presidente da Abrapp. A moderação será de Jarbas de Biagi, Diretor-Presidente da UniAbrapp.
O debate chega em um momento particularmente relevante. A Agenda Regulatória 2026-2027 do Conselho Nacional de Previdência Complementar, o CNPC, contempla assuntos como tratamento de resultados dos planos, regras aplicáveis às entidades patrocinadas pelo poder público, certificação e habilitação de dirigentes, portabilidade, resgate, autopatrocínio, transferência de gerenciamento e programas de integridade.
A proposta do painel é aproximar essas discussões de quem acompanha a previdência complementar no dia a dia e mostrar como a evolução das normas se relaciona com os desafios de um sistema que precisa permanecer sustentável, seguro e preparado para novas demandas.
E depois das eleições?
Da previdência, a programação parte para outra pergunta que deve ganhar espaço nas conversas sobre 2027: como a economia e os mercados poderão reagir ao novo cenário político e econômico após as eleições?
O tema será analisado por Caio Megale, economista-chefe da XP, na palestra “Cenário Pós-Eleição: o que esperar da economia e dos mercados”, com moderação de Sandra Lisbôa, Presidente do Conselho Deliberativo da Capef.
Juros, inflação, atividade econômica e comportamento dos mercados estão entre os fatores que influenciam diretamente as decisões de investimento dos planos previdenciários. Por isso, compreender o ambiente que se desenha para o próximo ano também faz parte da preparação da Política de Investimentos da Entidade.
Viver mais também muda o planejamento
Outra transformação já em curso está na própria sociedade.
O aumento da longevidade amplia o tempo de vida após a aposentadoria e traz novas questões para quem administra planos previdenciários e, principalmente, para quem está construindo sua reserva para o futuro.
O assunto estará no centro da palestra “Viver Mais Exige Novas Estratégias: Estamos preparados para a jornada da longevidade?”, que reunirá Capef e Previ e terá a mediação do Diretor de Previdência da Capef, Henrique Tinoco.
A proposta é ampliar a discussão para além dos números e refletir sobre como uma vida mais longa altera decisões financeiras, previdenciárias e pessoais.
Onde estarão as oportunidades?
À tarde, o foco se volta diretamente para os investimentos.
O painel “Estratégia em Foco: Entre Riscos e Oportunidades” abordará três classes de ativos que estarão no radar dos gestores: renda fixa, fundos imobiliários e renda variável.
Representantes da Vinci Compass e do BTG Pactual discutirão os novos caminhos da renda fixa, as perspectivas para os fundos imobiliários diante de um possível novo ciclo de juros e as oportunidades que podem surgir na renda variável mesmo em períodos de incerteza. A moderação será do Diretor de Administração e Investimentos da Capef, Sergio Clark.
A programação da tarde ainda terá a palestra magna “Finanças com Propósito: Planejar para Viver Melhor”. O nome do palestrante será divulgado posteriormente pela Capef.
E os investimentos da Capef?
Depois das discussões abertas ao público, o Seminário terá uma programação exclusiva para Participantes da Entidade.
A partir das 16h, a Diretoria da Capef apresentará informações sobre gestão, resultados e benefícios dos Planos. Na sequência, será a vez das estratégias de investimentos para 2027, aproximando as discussões realizadas ao longo do dia das decisões que envolvem diretamente os recursos administrados pela Entidade.
O Seminário também integra o processo de construção da Política de Investimentos dos Planos Previdenciários, documento que estabelece diretrizes para a aplicação dos recursos no próximo período.
Reserve a data
O 33º Seminário de Investimentos e Benefícios acontece em 5 de novembro, em formato híbrido.
A programação completa e as informações para participação estão disponíveis na página do evento.
ACESSAR PÁGINA DO 33º SEMINÁRIO
Resultado da Previc coloca Capef na liderança em eficiência operacional no seu grupo
Quanto custa manter em funcionamento uma Entidade que administra planos previdenciários, atende milhares de Participantes e Assistidos e gerencia bilhões de reais? E como saber se esses gastos estão compatíveis com o tamanho e a complexidade dessa operação?
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão federal responsável por supervisionar e fiscalizar as Entidades Fechadas de Previdência Complementar, desenvolveu um indicador para ajudar nessa avaliação.
No levantamento mais recente, com dados de 2025, a Capef alcançou o 1º lugar em eficiência operacional entre as Entidades do segmento S2 com patrocínio público federal, em um grupo de 17 instituições.
Quanto custa manter em funcionamento uma Entidade que administra planos previdenciários, atende milhares de Participantes e Assistidos e gerencia bilhões de reais? E como saber se esses gastos estão compatíveis com o tamanho e a complexidade dessa operação?
A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão federal responsável por supervisionar e fiscalizar as Entidades Fechadas de Previdência Complementar, desenvolveu um indicador para ajudar nessa avaliação.
No levantamento mais recente, com dados de 2025, a Capef alcançou o 1º lugar em eficiência operacional entre as Entidades do segmento S2 com patrocínio público federal, em um grupo de 17 instituições.
Com Índice de Eficiência Operacional (IEFO) de 0,02, a Entidade avançou uma posição em relação ao levantamento anterior, quando ocupava o 2º lugar nesse mesmo recorte.
Antes de tudo: o que significa S2?
As Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) têm tamanhos e estruturas muito diferentes. Comparar diretamente uma entidade pequena com outra que administra diversos planos, milhares de Participantes e um patrimônio muito maior poderia levar a conclusões pouco precisas.
Por isso, a Previc organiza as EFPC em quatro segmentos: S1, S2, S3 e S4. Essa classificação considera fatores ligados ao porte e à complexidade da operação, como volume das provisões dos planos, quantidade de Participantes e Assistidos, número de patrocinadores, quantidade e modalidade dos planos administrados e fluxos previdenciários.
S2, portanto, não é uma nota nem significa que a Capef está em um “segundo nível”. É o grupo em que a Entidade está enquadrada para permitir análises e supervisão mais compatíveis com suas características.
E há mais um recorte no resultado: entre as entidades S2, a comparação considera aquelas com patrocínio público federal, grupo no qual a Capef está inserida. Foi entre essas 17 instituições que a Entidade obteve a 1ª colocação.
E como a Previc mede eficiência?
É aí que entra o Índice de Eficiência Operacional (IEFO), indicador criado pela Previc para comparar as despesas administrativas de entidades com características semelhantes.

No caso da Capef, o IEFO de 0,02 mostra forte proximidade entre a despesa administrativa realizada e aquela estimada pelo modelo para uma entidade com suas características.
Além disso, o índice ficou abaixo da mediana de 0,04 das entidades S2. A mediana é o valor central de um conjunto de resultados e serve como referência para visualizar como determinada Entidade se posiciona em relação ao grupo.Eficiência não significa simplesmente gastar menos
Os gastos administrativos são aqueles necessários para manter a Entidade funcionando. Entram nessa estrutura despesas relacionadas a pessoas, tecnologia, atendimento, controles, governança e outros serviços essenciais à administração dos planos.
Por isso, gastar menos, isoladamente, não significa necessariamente administrar melhor.
A própria Previc ressalta que o IEFO deve ser utilizado como um indicador, e não como uma conclusão definitiva sobre a qualidade da gestão. Uma Entidade pode, por exemplo, ter despesas maiores em determinado período devido a investimentos em tecnologia, qualificação, atendimento ou estruturas de governança que tragam benefícios posteriormente.
“Eficiência não é simplesmente gastar menos. É utilizar cada recurso de forma responsável, garantindo uma estrutura sustentável, segura e capaz de entregar cada vez mais valor aos nossos Participantes. Ademais, este resultado materializa o compromisso da gestão da Capef com a racionalização das despesas da Entidade”, destaca Sérgio Clark, Diretor de Administração e Investimentos da Capef.
O que o crescimento tem a ver com isso?
Outro conceito utilizado pela Previc é o ganho de escala.
Na prática, determinados custos necessários para administrar uma Entidade não aumentam na mesma proporção que o número de pessoas atendidas. Sistemas, estruturas de governança, controles e determinadas despesas operacionais, por exemplo, podem atender uma base maior sem que o custo cresça na mesma velocidade.
Assim, à medida que uma Entidade amplia de forma sustentável sua base de Participantes e o patrimônio administrado, surge a possibilidade de diluir parte dos custos da operação entre uma estrutura maior.
O relatório da Previc identifica justamente o porte como um fator relevante para essa diluição. Os segmentos S1 e S2, que reúnem entidades de maior porte, concentraram quase 90% dos ativos analisados no levantamento.
Em 2025, os Planos CV I e Família receberam 4.476 novas adesões. No primeiro semestre de 2026, foram outras 431.
Esse crescimento não explica isoladamente o resultado alcançado no IEFO, mas amplia as possibilidades de ganho de escala da Entidade ao longo do tempo.
Um resultado que precisa continuar sendo construído
O 1º lugar retrata o desempenho administrativo observado nos dados de 2025. O desafio permanece para os próximos anos.
À medida que a Capef cresce, incorpora novas demandas e amplia sua base de Participantes, será necessário continuar equilibrando despesas, qualidade dos serviços, segurança operacional e sustentabilidade dos Planos.






“Quando eu estiver ganhando melhor, começo.” “Agora tenho outras prioridades.” “Daqui a alguns anos penso na aposentadoria.”
Adiar o início de uma previdência pode parecer uma decisão sem grandes consequências. Afinal, se a renda aumentar no futuro, não seria possível simplesmente contribuir um pouco mais e recuperar o tempo perdido?
“Quando eu estiver ganhando melhor, começo.” “Agora tenho outras prioridades.” “Daqui a alguns anos penso na aposentadoria.”
Adiar o início de uma previdência pode parecer uma decisão sem grandes consequências. Afinal, se a renda aumentar no futuro, não seria possível simplesmente contribuir um pouco mais e recuperar o tempo perdido?
Os números apresentados pelo atuário da Capef Sérgio Cardoso, durante o segundo episódio do CapefCast, mostram que essa conta pode ser bem mais pesada.
Em um exemplo de acumulação ao longo de 40 anos, Sérgio explicou que a contribuição realizada no início da trajetória tem muito mais tempo para produzir rendimentos. Segundo a simulação apresentada no programa, a contribuição do primeiro ano pode chegar ao fim do período valendo cerca de sete vezes o valor inicialmente aplicado.
“O tempo é um aliado importantíssimo para o planejamento previdenciário. A contribuição do primeiro ano vai se transformar em sete vezes numa acumulação de 40 anos, enquanto a última, em apenas uma vez.”, explicou Sérgio Cardoso.É o tempo trabalhando a favor do Participante.
R$ 100 hoje não têm o mesmo peso de R$ 100 daqui a 30 anos
Imagine uma contribuição de R$ 100 feita no início de uma trajetória previdenciária de 40 anos.
No exemplo apresentado por Sérgio, esses R$ 100 teriam tempo para alcançar um valor equivalente a aproximadamente R$ 700 ao final do período, considerando as premissas utilizadas na simulação.
Já uma contribuição realizada perto da aposentadoria praticamente não dispõe desse mesmo período de acumulação.
A diferença ocorre porque os rendimentos também passam a produzir novos rendimentos ao longo do tempo. Quanto maior o período disponível, maior tende a ser o efeito dessa acumulação sobre a reserva.
No Plano CV I, existe ainda outro elemento importante: a contribuição do patrocinador.
Quando há paridade, uma contribuição de R$ 100 do Participante é acompanhada por outros R$ 100 do Banco do Nordeste, dentro dos limites previstos pelo Plano. Aplicando ao conjunto o mesmo exemplo apresentado no podcast, o efeito sobre aqueles R$ 100 originalmente desembolsados pelo Participante poderia chegar a aproximadamente R$ 1.400 ao longo dos 40 anos.
“O Plano BD, como é um plano maduro, tem um percentual de alocação muito grande em títulos marcados na curva. A taxa média desses títulos também é diferente porque essa estratégia vem sendo construída há muitos anos", exemplifica.Segundo ele, essas características ajudam a explicar por que, em determinados períodos, o comportamento do plano pode ser diferente quando comparado aos demais:
“Se ele adiar em dez anos, para compensar esses dez anos em que não contribuiu, vai ter que aumentar sua contribuição em 80%.”, exemplificou Sérgio.E existe uma diferença adicional para quem conta com contribuição do patrocinador.
Os valores que deixaram de ser aportados pelo patrocinador durante os dez anos anteriores não são depositados retroativamente. Portanto, além de perder tempo de acumulação, o Participante também deixa de receber aquela parcela de contribuição correspondente ao período em que esteve fora do Plano.
Começar cedo reduz o esforço necessário depois
Isso não significa que seja tarde demais para quem ainda não começou. O ponto é outro: quanto mais tempo disponível, menor tende a ser o esforço necessário para alcançar uma determinada reserva.
Quem começa mais cedo pode utilizar o próprio tempo como parte da estratégia. Quem começa depois precisa compensar parte dessa diferença com contribuições maiores ou rever o objetivo que pretende alcançar.
É por isso que planejamento previdenciário não começa apenas na proximidade da aposentadoria. As decisões tomadas no início da carreira podem ter um peso desproporcionalmente maior na renda que estará disponível décadas depois.
Sérgio resumiu essa lógica durante o episódio:
“Cada ano que se adia, perde-se uma parte da ajuda do tempo. Por isso, começar cedo não é mais uma sugestão, é um imperativo para quem tem essa sensibilidade.”Quer entender melhor essa conta?
A relação entre tempo, contribuição, participação do patrocinador e formação da reserva foi um dos temas do 2º episódio do CapefCast, que também discutiu planejamento previdenciário, longevidade, Plano CV I, Plano BD e escolhas para diferentes momentos da vida.
🎙️ Assista ao episódio completo do CapefCast CLICANDO AQUI.