2025 foi um ano de consistência nos resultados. O fechamento do exercício confirmou um cenário de evolução nos três planos, com metas e referenciais superados e decisões técnicas que ajudaram a dar mais previsibilidade ao que é, por natureza, de longo prazo.Uma parte desse avanço veio do próprio ambiente regulatório.
A alteração aprovada no fim de 2024, que restabeleceu a possibilidade de marcação na curva para ativos de longo prazo, reduziu distorções de curto prazo e ajudou a alinhar os resultados à lógica previdenciária. Somou-se a isso a disciplina de gestão, com leitura cuidadosa de cenário e decisões de alocação compatíveis com o perfil de cada plano.
2025 foi um ano de consistência nos resultados. O fechamento do exercício confirmou um cenário de evolução nos três planos, com metas e referenciais superados e decisões técnicas que ajudaram a dar mais previsibilidade ao que é, por natureza, de longo prazo.
Uma parte desse avanço veio do próprio ambiente regulatório. A alteração aprovada no fim de 2024, que restabeleceu a possibilidade de marcação na curva para ativos de longo prazo, reduziu distorções de curto prazo e ajudou a alinhar os resultados à lógica previdenciária. Somou-se a isso a disciplina de gestão, com leitura cuidadosa de cenário e decisões de alocação compatíveis com o perfil de cada plano.
Tal desempenho se traduziu em conquistas. No Plano BD, além do resultado acima da meta atuarial, consolidamos uma mudança estrutural com a atualização do Art. 86, aprovada pela Previc, que passou a garantir reajuste anual pela inflação integral, trazendo previsibilidade aos Assistidos. No mesmo movimento, confirmamos nova redução da contribuição extraordinária, que passa a 18,3%. No Plano CV I, a rentabilidade acima da meta abriu espaço para reposições de benefícios e novas reduções de taxas a partir de 2026. O Plano Família manteve desempenho sólido, com estratégia aderente ao perfil de acumulação e aos objetivos de médio e longo prazo dos Participantes.
Com a casa técnica organizada, 2025 também foi um ano em que crescemos em escala. Encerramos o ano com R$ 7,6 bilhões sob gestão, reflexo de uma trajetória de solidez construída ao longo de 58 anos e da confiança de quem acompanha a Entidade de perto. Crescemos também na porta de entrada. Foram 4.476 novos participantes em 2025, com avanço importante nos Planos CV I e Família, e uma arrecadação recorde de mais de R$ 24 milhões em portabilidades, aportes extras e antecipações de TSP. Esse movimento fortalece os planos porque aumenta massa, melhora escala e consolida hábito de contribuição.
A proximidade seguiu como um pilar. O Capef na Estrada esteve em 12 estados e no Distrito Federal. Realizamos eventos e reuniões presenciais e online que alcançaram mais de 3,8 mil Participantes. Estar presente, ouvir e orientar continua sendo uma das formas mais objetivas de apoiar decisões melhores.
Educação financeira e previdenciária também entrou com força na agenda. Tivemos ações como Semana ENEF e Autonomia Digital, além do Dia do Participante e do 32º Seminário de Investimentos e Benefícios, que reuniu cerca de mil Participantes e conectou o público a debates que influenciam escolhas de longo prazo. Essa linha de trabalho ajuda a explicar outro dado que nos dá direção. A Pesquisa de Satisfação 2025 apontou 94,65% de aprovação geral. É um sinal de que a experiência melhorou, e também um compromisso de continuar ajustando processos, linguagem e canais.
Também atualizamos a política de empréstimos, com condições ajustadas para apoiar projetos pessoais e reorganização financeira, mantendo prudência e sustentabilidade da carteira.
Na operação, avançamos em digitalização e autonomia. Ampliamos processos 100% digitais, implantamos o Assistente Virtual com inteligência artificial para atendimento 24 horas, e entregamos novas funcionalidades no site, no app e no simulador de portabilidade, para dar mais clareza de custos e rentabilidade na comparação entre planos.
O ano foi de conquistas. Mas nada disso se sustenta sem participação. A cada Participante, conselheiro, gestor e colaborador que acompanhou, cobrou, sugeriu e construiu junto, fica o registro do nosso reconhecimento. 2026 começa com a mesma direção. Mais transparência, mais eficiência e mais decisões bem explicadas, do jeito que a previdência precisa ser.
Plano Família passa a ter contribuições corrigidas pelo IPCA a partir de abril
A partir de abril de 2026, as contribuições dos participantes do Plano Família passarão a ser atualizadas anualmente pelo IPCA, índice oficial que mede a inflação no Brasil.
A medida tem como objetivo preservar o valor real do seu esforço de poupança, garantindo que cada contribuição continue produzindo resultados consistentes ao longo do tempo.
Importante ressaltar que a mudança não se aplica aos Participantes do Plano Família patrocinado (INEC, Camed Microcrédito, Camed Saúde e Camed Corretora), os quais seguem regras específicas definidas pelo patrocinador.
A partir de abril de 2026, as contribuições dos participantes do Plano Família passarão a ser atualizadas anualmente pelo IPCA, índice oficial que mede a inflação no Brasil.
A medida tem como objetivo preservar o valor real do seu esforço de poupança, garantindo que cada contribuição continue produzindo resultados consistentes ao longo do tempo.
Importante ressaltar que a mudança não se aplica aos Participantes do Plano Família patrocinado (INEC, Camed Microcrédito, Camed Saúde e Camed Corretora), os quais seguem regras específicas definidas pelo patrocinador.
🔎 Como era?
Até então, o participante definia o valor da sua contribuição — respeitando um valor mínimo — e esse valor permanecia inalterado por anos.
No entanto, quando a contribuição fica fixa por longos períodos, ela perde poder de compra devido à inflação, reduzindo o potencial de acumulação da reserva previdenciária.
🔄 Como será daqui em diante?
A partir de abril de 2026:
As contribuições dos participantes autopatrocinados, atuais e futuros, serão reajustadas pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Desde janeiro de 2026, a contribuição mínima mensal para novas adesões passou de R$ 100,00 para R$ 150,00, medida essencial para fortalecer a formação de reservas no longo prazo. Para esse público, só haverá reajuste a partir de 2027.
Para os Participantes que aderiram ao plano até dezembro de 2025 e possuem contribuição atual abaixo de R$ 150, o valor será atualizado pelo IPCA a partir de abril/26, com reajustes anuais a partir dessa data.
Essa atualização não representa aumento real, mas sim uma correção necessária para preservar o valor da contribuição, mantendo o plano protegido dos efeitos da inflação. Na prática, ela reforça a sustentabilidade do Plano Família e mantém o seu planejamento previdenciário alinhado ao custo de vida.
Vale lembrar que o Plano Família continua sendo flexível e o Participante permanece no controle do seu planejamento. Caso seja necessário ajustar o orçamento, é possível alterar o valor da contribuição mensal a qualquer momento, respeitado apenas o valor mínimo definido para o plano.
O valor reajustado da sua contribuição estará disponível no site da Capef a partir de 23 de março, podendo ser consultado ou alterado, através do menu: “Previdência – Minha contribuição”, ou por ESTE LINK.
Construindo um Futuro Campeão: Capef lança campanha inspirada no clima de Copa do Mundo
O ano de 2026 será especial para os amantes do futebol. Com a Copa do Mundo movimentando torcidas ao redor do planeta, a Capef decidiu aproveitar esse clima para lançar uma campanha que conecta estratégia, disciplina e visão de longo prazo, elementos presentes tanto dentro de campo quanto na construção de um futuro financeiro sólido.
Com o tema “Construindo um Futuro Campeão”, a iniciativa propõe uma analogia entre o planejamento previdenciário e uma grande competição. Assim como no esporte, cada etapa exige preparação, escolhas conscientes e decisões que podem fazer a diferença no resultado final.
O ano de 2026 será especial para os amantes do futebol. Com a Copa do Mundo movimentando torcidas ao redor do planeta, a Capef decidiu aproveitar esse clima para lançar uma campanha que conecta estratégia, disciplina e visão de longo prazo, elementos presentes tanto dentro de campo quanto na construção de um futuro financeiro sólido.
Com o tema “Construindo um Futuro Campeão”, a iniciativa propõe uma analogia entre o planejamento previdenciário e uma grande competição. Assim como no esporte, cada etapa exige preparação, escolhas conscientes e decisões que podem fazer a diferença no resultado final.
A campanha reúne ações voltadas a diferentes momentos da jornada previdenciária, incentivando Participantes a evoluir de fase por meio de atitudes que fortalecem sua reserva para o futuro.
Descubra em que fase do campeonato você está
Para ajudar os Participantes a entenderem melhor essa jornada, foi criada uma página especial da campanha, onde é possível conhecer as fases do “campeonato previdenciário” e entender como cada ação pode contribuir para fortalecer o planejamento financeiro ao longo do tempo.
ACESSAR PÁGINA
Nesse espaço, os Participantes encontram a explicação de cada etapa, desde quem está começando a construir sua reserva até quem já busca fortalecer sua estratégia com aportes, aumento de contribuição, portabilidade ou maior envolvimento da família no planejamento financeiro.
Um dos destaques da página é o quiz interativo, que permite descobrir rapidamente em que fase do campeonato cada pessoa se encontra. Em segundos, o Participante responde uma pergunta e recebe uma indicação personalizada com sugestões de ações que podem ajudar a avançar no jogo do futuro financeiro.
QUERO FAZER O QUIZ
Uma jornada que também pode render premiações
Além de estimular ações que ajudam a construir um futuro mais sólido, a campanha também contará com premiações distribuídas em diferentes categorias ao longo do ano.
Algumas ações dão direito a prêmios imediatos por meio de raspadinhas digitais, enquanto outras garantem participação em sorteios realizados ao final da campanha.
Confira abaixo as categorias da campanha, os critérios de participação e as premiações previstas.
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O jogo do futuro começa agora
A campanha Construindo um Futuro Campeão foi pensada para transformar decisões financeiras importantes em uma jornada mais leve, didática e próxima da realidade dos Participantes.
O objetivo é mostrar que o futuro financeiro não depende de sorte. Ele é resultado de planejamento, disciplina e escolhas feitas ao longo do caminho.
E, assim como no futebol, quem treina, se prepara e joga com estratégia aumenta muito suas chances de levantar o troféu.
Descubra sua fase
Quer saber em que fase do campeonato previdenciário você está?
Acesse a página da campanha, responda ao quiz e descubra quais jogadas podem ajudar a fortalecer seu futuro.
👉 Acessar a campanha Construindo um Futuro Campeão




“R$ 50 a mais por mês parece pouco no dia a dia, mas faz diferença quando a ideia é construir constância e acumular patrimônio ao longo do tempo. É um valor que melhora o ritmo de contribuição sem tirar o plano do campo do acessível”.

“Nas últimas avaliações, o entendimento do Conselho Deliberativo tem sido bem claro. Sempre que houver espaço técnico, vamos usar o resultado para aliviar a taxa extraordinária dos Participantes do Plano BD”, disse Tinoco.
“Temos aposentados que contribuíram por 30 anos e já recebem benefício há mais de 40. É um plano com concentração forte na faixa de 71 a 80 anos. Isso exige muito cuidado na forma como alocamos os recursos, porque não podemos correr o risco de faltar liquidez para pagar essa folha”, afirmou durante o seminário".
“Alcançar 5,25% reais com o nível de segurança que buscamos não é trivial. É como quando olhamos nossas aplicações pessoais. Para tentar um juro maior, muitas vezes é preciso aceitar riscos que não fazem sentido no longo prazo. No plano, essa escolha tem impacto direto na capacidade de pagar benefícios”, resumiu.
“Imagina ganhar 100 e deixar 29 só na contribuição extraordinária. É um peso enorme, mas naquele momento era o que garantia a sustentabilidade do plano e o pagamento dos 71% de benefício”, destacou.
“Temos imóveis que rendem 2,5%, 3% ao ano. Quando vendemos e realocamos esses recursos em ativos que pagam juros próximos de 15% ao ano, essa diferença ajuda a gerar resultado atuarial”, afirmou.
“Na prática, deixamos de ganhar 2,5% sobre 100 e passamos a ganhar 15% sobre 90, por exemplo. Essa diferença é que, no fim do exercício, vira superávit e pode ser direcionada para reduzir a contribuição extraordinária".
“Ela vai acabar? Pode até acontecer em algum momento, mas não necessariamente é a melhor estratégia. Quando o Participante aporta 1%, o Banco aporta outro 1%. Zerar completamente a taxa pode não ser o caminho mais inteligente. O horizonte mais razoável é buscar algo próximo da contribuição prevista originalmente, em torno de 10%, que já representaria um alívio muito relevante para todos”, avaliou.
“Temos o desafio de melhorar, sim, mas também o desafio de fazer funcionar bem o que já existe. O que não podemos é adotar estratégias de risco que, em vez de ajudar, agravem o problema que estamos tentando resolver”, finalizou.Reduzir
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“Foi uma mobilização muito bonita. A campanha aconteceu dentro da Capef com a participação de praticamente todo mundo: funcionários, gestores, diretores, estagiários, terceirizados e até Participantes. Cada doação representou um gesto simples, mas que, somado, faz diferença real para quem precisa”, afirmou.
Durante o painel “Futuro da Previdência: Novos Rumos e Possibilidades” no 32º Seminário de Investimentos e Benefícios da Capef, o Diretor-Presidente da Abrapp, Devanir Silva, chamou atenção para um tema que tende a ganhar força nos próximos anos: a necessidade de uma nova reforma previdenciária no Brasil.
Segundo ele, apesar da reforma de 2019 ter sido ampla, o país se encaminha para um cenário em que mudanças adicionais serão inevitáveis.
“A reforma de 2019 foi importante, mas não foi suficiente. Ela foi paramétrica. O Brasil precisa de uma reforma estrutural, e qualquer governo que assumir em 2027 vai ter que enfrentar esse debate”, afirmou.Continuar lendo
Durante o painel “Futuro da Previdência: Novos Rumos e Possibilidades” no 32º Seminário de Investimentos e Benefícios da Capef, o Diretor-Presidente da Abrapp, Devanir Silva, chamou atenção para um tema que tende a ganhar força nos próximos anos: a necessidade de uma nova reforma previdenciária no Brasil.Segundo ele, apesar da reforma de 2019 ter sido ampla, o país se encaminha para um cenário em que mudanças adicionais serão inevitáveis.
Segundo ele, apesar da reforma de 2019 ter sido ampla, o país se encaminha para um cenário em que mudanças adicionais serão inevitáveis.
“A reforma de 2019 foi importante, mas não foi suficiente. Ela foi paramétrica. O Brasil precisa de uma reforma estrutural, e qualquer governo que assumir em 2027 vai ter que enfrentar esse debate”, afirmou.
Demografia: o centro da preocupação
Devanir reforçou que a discussão não é política, e sim matemática.
A combinação de baixa natalidade, maior longevidade e um sistema baseado em transferência entre gerações pressiona a sustentabilidade previdenciária.
Ele destacou:
• “Desde 2010, o Brasil não repõe mais suas famílias.”
• A taxa de fecundidade está em 1,5, quando seriam necessários 2,1 filhos por mulher apenas para manter o tamanho da população.
• Ao mesmo tempo, “as pessoas vão viver mais de 120 anos, e quem já nasceu para viver 120 anos já está entre nós”, mencionou.
Diante desse quadro, ele resumiu o problema:
“Quando nasce menos gente e se vive muito mais, em um sistema que transfere recursos entre gerações, essa conta não fecha”.
O modelo híbrido como tendência
Devanir apontou caminhos adotados por países que enfrentaram desafios semelhantes, indicando que o Brasil deverá seguir direção parecida.
Segundo ele:
Deve existir uma previdência básica, cobrindo renda até algo próximo da média salarial brasileira atual, cerca de R$ 3.300.
Acima disso, um modelo capitalizado obrigatório, administrado por entidades qualificadas, como as Entidades Fechadas de Previdência Complementar, poderia complementar a proteção previdenciária.
“Esse modelo híbrido é uma tendência clara. A previdência pública continua, mas a capitalização obrigatória entra para fortalecer o sistema e garantir equilíbrio a longo prazo”, explicou.
Educação previdenciária como ponto crítico
O dirigente também chamou atenção para outro fator estrutural: a cultura de poupança do brasileiro. “Nós poupamos muito pouco, consumimos demais e não pensamos no longo prazo”, alertou.
Ele citou especialmente o comportamento das gerações mais jovens, marcadas pelo trabalho informal e pela ausência de contribuição previdenciária contínua. “O jovem acha que não adoece, não envelhece. Só que essas coisas acontecem”.
Para ele, programas de formação e conscientização precisam ser ampliados ainda no ensino médio, criando uma base mínima de educação financeira e previdenciária para as novas gerações.
Tudo isso reforça por que a previdência complementar ganha protagonismo num país que envelhece rápido e poupa pouco. Em meio às mudanças que se aproximam, contar com um plano sólido, sustentável e pensado para o longo prazo se torna cada vez mais relevante para quem busca segurança financeira no futuro.