Planos da Capef superam metas pelo 5º ano seguido; confira os reajustes

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14 de janeiro de 2021

É consenso que 2020 foi um ano inesquecível para todos. Em um misto de crise e oportunidades, vivenciamos um período cheio de desafios em todas as esferas, ocasionados, sobretudo, pela pandemia do novo coronavírus.

No âmbito dos investimentos, os desafios foram ainda mais acentuados pelo cenário histórico de baixa na taxa de juros.

Ainda assim, conseguimos trazer boas novas aos nossos Participantes neste início de 2021: pelo 5º ano seguido, os Planos BD e CV I superaram suas respectivas metas de rentabilidade.



PLANO BD

Plano BD acumulou em 2020 um retorno de 15,11%, equivalente a 134,31% da meta atuarial, de 11,25%.

Por ter superado a meta, o reajuste dos benefícios do Plano em 2021 será, conforme prevê o regulamento, equivalente a 100% do INPC acumulado no ano anterior: 5,45%.

Além de manter o poder de compra dos Participantes do Plano, a superação da meta de rentabilidade, mesmo em um cenário particularmente desafiador, possibilitou a manutenção da taxa de contribuição em 19,20%, menor nível desde 1986. E tudo isso com o plano equilibrado atuarialmente!



PLANO CV I

Já o Plano CV I rentabilizou, em 2020, 9,77%, equivalente a 100,31% da meta atuarial, de 9,74%.

Com isso, o reajuste dos valores dos benefícios foi o seguinte:

Fase de Renda Certa a Prazo Certo

Pagos nos primeiros 22 anos de aposentadoria programada, os benefícios de renda certa a prazo certo são reajustados em função da variação da cota no período desde a data da aposentadoria.

Para quem se aposentou em janeiro de 2020, cuja taxa de juros atuarial adotada na concessão era de 5,00%, o reajuste será de 4,49%. Para quem se aposentou nos demais meses do mesmo ano, o reajuste será proporcional ao período em que se inicia o pagamento do benefício, podendo ser conferidos neste link.

Destaca-se ainda que, para os benefícios concedidos até 2017, cuja taxa de juros atuarial adotada na concessão era de 5,50%, o reajuste será de 3,99%.

Quem teve benefício concedido entre 2018 e 2019, cuja taxa de juros atuarial adotada na concessão era de 5,25%, o reajuste será de 4,24%.

Fase de Renda Vitalícia

Para os benefícios vitalícios concedidos com data anterior ao ano de 2020, o índice de reajuste é calculado com base na rentabilidade do plano no ano corrente, descontada da taxa de juros atuarial, não podendo ser superior ao IPCA acumulado, nem inferior a 30% deste.

No ano de 2020, a rentabilidade do plano superou a meta atuarial, implicando em um reajuste de 100% do IPCA, que foi de 4,52%.

Para os benefícios vitalícios concedidos em 2020, o reajuste aplicado considera a regra acima, equivalente ao período em que se inicia o pagamento do benefício até o final do ano.



“RESULTADOS SÃO REFLEXOS DE DUAS ESTRATÉGIAS”

Jurandir Mesquita, Diretor Presidente

– O ano de 2020 foi eminentemente desafiador, seja pelo novo cenário com reduções fortes de taxas de juros, seja pela volatilidade que a pandemia causou nos mercados. Os resultados de superação das metas atuariais em ambos os planos são reflexos principalmente de duas estratégias: uma de longo prazo que foi implementada há mais de 10 anos com a alocação em títulos públicos com taxas elevadas e outra de curto prazo com novas alocações em segmentos de maior risco e de maior retorno. Confirmando, dessa forma, como acertada as orientações estabelecidas nas Políticas de Investimentos dos Planos, aprovadas pelo Conselho Deliberativo.

“OS INVESTIMENTOS DOS PLANOS BD E CV I SÃO RESILIENTES”

Marcos Miranda, Diretor de Administração e Investimentos

– Como afirmamos aos Participantes no auge da pandemia, os investimentos dos Planos BD e CV são resilientes. E nada melhor que os resultados alcançados para comprovar isso.

De início, destacamos a manutenção de uma liquidez adequada em ambos os planos, com recursos suficientes para honrar os compromissos de pagamento de benefícios aos participantes, sem necessidade de venda de ativos, portanto sem ter que incorrer em realização de perdas.

Assim, passamos pelas oscilações bruscas quando o mercado ‘desceu de elevador’ e, à medida que o mercado retomava sua ‘subida de escada’, o Comitê de Investimentos adotou estratégias de ampliar a diversificação, com alocações em segmentos que proporcionassem maior retorno, sempre sob o crivo de um constante e consistente monitoramento dos riscos, devidamente acompanhado pelo nosso Conselho Deliberativo, reforçado também pelo olhar do Conselho Fiscal.

Claro, não podemos deixar de mencionar a contribuição do segmento Renda Fixa de ambos os planos, cuja estratégia de longo prazo já remonta há um bom tempo, com investimentos em Títulos Públicos Federais com taxas de juros que, na média, superam as respectivas metas atuariais.

SELO DE AUTORREGULAÇÃO ATESTA BONS RESULTADOS

Vale lembrar que em 2020 a excelência na gestão dos investimentos dos Planos administrados pela Capef foi atestada com a obtenção do Selo de Autorregulação em Governança de Investimentos, concedido pela Abrapp, Sindapp e ICSS.

Com isso, a Entidade passou a fazer parte de um seleto grupo de entidades, cuja gestão obteve reconhecimento por sua qualidade nos processos de governança de investimentos das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC).

– Por ser fruto de uma avaliação externa, empreendida por um Conselho de Autorregulação composto por entidades idôneas e independentes, reconhecidas em suas áreas de atuação, proporciona um destaque e diferenciação à Capef ao passar a fazer parte deste grupo de entidades que já obtiveram este reconhecimento – comentou Jurandir Mesquita em entrevista ao Blog da Abrapp.