Plano 1 da Previ tem retorno de 0,92% no 1° semestre contra meta de 5,10%

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2 de agosto de 2018

O Plano 1 da Previ, que soma Patrimônio Líquido de R$ 158,75 bilhões, registrou no primeiro semestre de 2018 retorno de 0,92%, contra uma meta atuarial de INPC mais 5% ao ano que correspondeu no período a 5,10%. A renda variável, que responde por 45,31% do total do plano, teve queda de 2,96% de janeiro a junho, enquanto a renda fixa, que representa 44,22%, apresentou rentabilidade positiva de 4,44%.

Os investimentos imobiliários, que são 6,3% do total, renderam 6,77%; as operações com participantes, que são 3,47% da carteira, geraram ganhos de 4,01%; os investimentos estruturados, que representam apenas 0,61%, subiram 7,52%; e os investimentos no exterior, somente 0,09% da carteira, tiveram valorização de 12,92%.

A Previ, em comunicado, informa que as oscilações do mercado financeiro derivadas da atual conjuntura econômica e das indefinições sobre o processo eleitoral continuam a repercutir nos resultados de seus planos de benefícios. “A menos de três meses das eleições, é importante lembrar que a volatilidade durante esse período é esperada pelos analistas, que acreditam que a economia provavelmente retornará aos eixos no curto prazo”, destaca o fundo de pensão. No comunicado a entidade diz também que, ainda o déficit conjuntural apresentado se mostre significativo, “ainda estamos dentro do limite de tolerância estipulado no normativo e, caso fosse esse o resultado ao final do exercício, não seria necessária a elaboração de um Plano de Equacionamento”.

No Previ Futuro, que soma PL de R$ 12,55 bilhões, o retorno no primeiro semestre foi de 2,04%, contra a meta de 5,10% para o intervalo. A renda fixa, que responde por 58,67% do Previ Futuro, rendeu 3,54%, enquanto a renda variável, que representa 23,89%, caiu 4,22%. As operações com participantes, que são 11,91% do total, rentabilizaram 3,61%; os investimentos no exterior, que respondem por 3,74% do plano, geraram ganhos de 12,92%; os investimentos imobiliários (4,1% do total), renderam 4,95%; e as operações estruturadas (1,3% do total), 13,05%.

Entre os diferentes perfis de investimentos ofertados pelo Previ Futuro, o conservador, sem exposição à renda variável, subiu 3,51% de janeiro a junho; o moderado, que pode ter de zero a 20% em ações, rendeu 2,73% no período; o arrojado, com 20% a 40% em ações, teve ganhos de 1,38%; e o agressivo, com 40% a 60% em ações, valorizou 0,78%. A Previ ressalta que os participantes do Previ Futuro precisam redobrar a atenção com os seus investimentos. “Se o associado optar por mudar para um perfil mais conservador durante um momento de crise, deverá avaliar se estará vendendo seus ativos em um momento de baixa e realizando uma perda”.

Publicação: 27 de julho de 2018.

Fonte: Investidor Institucional